Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nossas várzeas tem mais flores, Nossos bosques tem mais vida, Nossa vida mais amores. Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá. Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite - Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá Canção do exílio - Gonçalves Dias O poema de Gonçalves Dias, Canção do exílio, que abre o livro Primeiros Cantos e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil, reflete o mundo e os sentimentos dos exilados econômicos na terra do Tia do Sam. A poesia, escrita em julho de 1843, em Coimbra, é uma manifestação panteísta de contemplação da natureza como obra divina, sendo refúgio do poeta em seus momentos de saudosismo e desalento por se encontrar longe de sua terra natal. O poeta da Primeira Geração Romântica, Gonçalves Dias, desenha com letras a realidade de imigrantes brasileiros nos Estados Unidos. Gonçalves Dias com o poema "Canção do Exílio" registra os sentimentos de milhares de exilados brasileiros nos Estados Unidos. O poema tem como principal marca o saudosismo, o desejo por algo que está longe. Saudosismo e desejo são inflados pela idealização do país, uma imagem bem estigmatizada do Brasil, e até um pouco fantasiosa, pois já foi comprovado que sabiás não cantam nas palmeiras, apenas pousam nelas e dólares não crescem em árvores nas cidades americanas.
Nosso céu tem mais estrelas,
Em cismar, sozinho, à noite,
Minha terra tem primores,
Não permita Deus que eu morra,
'Canção do exílio'
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Caio Cezar
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7 de junho de 2009 às 17:03
O povo brasileiro idealiza os Estados Unidos como o único país do mundo a oferecer melhoria de vida. Com isso se aventuram em busca de uma vida melhor, correndo sérios riscos e se expondo a situações extremas no mundo desconhecido.
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